quinta-feira, 5 de abril de 2012

Reunião do NDG já tem local, dia e hora

No próximo dia 14, como foi noticiada no BLOG DO NDG, acontece a reunião ampliada de lideranças do NDG. Vejam o que se publicou no blog:
"Diante da emergência de se organizar a ação dos profissionais da Educação de Minas, as lideranças do NDG devem realizar uma reunião ampliada no próximo dia 14 de abril, sábado, em Belo Horizonte. A expectativa é de reunir colegas educadores da Capital e do Interior de Minas para planejar e encaminhar as ações dos educadores da base da categoria. O objetivo central é a conquista do piso salarial nacional na carreira dos profissionais da Educação de Minas, que foi burlado pelo governo do estado. Mas outros temas serão também discutidos. Várias iniciativas têm sido propostas por colegas educadores de todo o estado, entre as quais, ações de mobilização e divulgação pública da nossa luta; trabalhos coletivos nas escolas e ações na justiça e junto ao ministério público federal. Ainda não estão confirmados o local e o horário da reunião, que serão anunciados antes do feriado do dia 06 de abril. O transporte para a reunião deverá ser organizado de forma descentralizada em cada região, podendo contar com o apoio das subsedes interessadas em participar. Em breve disponibilizaremos um telefone para contato. Caso haja necessidade de alteração da data, ou mesmo sugestão de outra data, entrem em contato conosco através do e-mail deste blog (ndg.minasgerais@gmail.com). Quaisquer sugestões sobre este encontro podem ser enviadas para o e-mail citado, ou em comentário no blog. Em breve traremos novas notícias sobre esta reunião para dar um importante passo na conquista dos nossos objetivos. Outras informações também poderão ser colhidas em alguns blogs dos educadores de Minas, que são indicados na coluna ao lado.

Força na luta!".


Portanto, já tendo firmado o dia da reunião - dia 14/04, sábado, faltava apenas definir o local e o horário. Atendendo ao pedido da comandante Marly Gribel, a reunião acontecerá na parte da manhã, com início às 9h e término previsto para algo próximo de 13h, podendo ampliar o horário, caso haja necessidade.

Quanto ao local, havia oferta de dois espaços: do Sindirede e do Marreta, ambos em áreas bem centralizadas da Capital mineira. Como o NDG já se reuniu por duas ou três vezes na sede do Sindirede, optamos, desta vez, pelo sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção de Belo Horizonte (MARRETA), cujo endereço é: Rua Além Paraíba, 425 - Lagoinha - Belo Horizonte. Referência: saída a esquerda da Rodoviária e do metrô Lagoinha, subir a rua Além Paraíba. Quem quiser acompanhar no mapa do São Google, é só clicar aqui. O tenente NDG Rômulo garantiu que bem próximo do local funciona um restaurante com almoço de primeira. A recomendação é que cada colega banque a sua refeição. Mas, caso necessário, o NDG possui uma pequena quantia de moedas que devem ser usadas inclusive para este fim.

Contamos com a participação dos combativos/as colegas para discutirmos os encaminhamentos das ações de luta propostas, pela base e para a base.

Um forte abraço a todos e força na luta! Até a nossa vitória!

E Feliz Páscoa para todos e todas!

***
Fonte: Blog do Euler

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Marly Gribel:


"Altamiro Borges: Redes sociais e luta por hegemonia

Este texto publicado no Blog do Altamiro Borges serve para várias análises e vêm de encontro a tudo que estamos tentando implementar nos blogs ligados à Educação no Brasil -  A " força organizada".

Estamos  hoje à mercê das elites, porque na verdade elas dominam todos os espaços e conseguem congregar seus interesses de classe de uma forma organizada, sincronizada. Enquanto os educadores permanecem perdidos, buscando o mínimo: seus direitos, estes que o Sindicato têm por dever buscar: férias prêmio, pagamento dos dias repostos, outdoors, visita às escolas. E nem isto esta turma que atualmente ocupa o poder não realiza. Coisas mínimas, pequenas, baratas - coisas que basta um encontro com a Secretária , uma pressão na mídia, na justiça e sai. Porque o principal: O piso Salarial, os recursos para a Educação à nível nacional - estes terão que ser novamente buscados, ou pela força das Leis (e isto o sindicato  vêm tentando) ou pela força da Greve.

Infelizmente, o Sind-UTE finge que o NDG não existe e porque será que finge? Por ter medo de perder o poder? de dividir o poder? Mas o poder é para ser compartilhado, dividido, descentralizado. Precisamos aprender a conviver democraticamente. Caso contrário, iremos propor desfiliação em massa e formar uma associação independente. O grupo do Euler surgiu como uma esperança - o NDG - e estamos correndo atrás dela.

Mas o NDG só pode partir das coisas simples, neste momento (por falta de dinheiro mesmo) e congregar  ações mais complexas a partir de um eixo- que será construída e que iniciará no dia 14/04.

 As mais simples estamos tentando implementar - denunciar nas redes sociais - expandir o compartilhamento à nível mundial, construir textos para serem partilhados no espaço escolar. Mas fica díficil, se estas pequenas e grandes ações não estiverem unificadas , pelo menos à priori pelos educadores em rede. E esta rede anda muito frágil - precisamos aprender/ensinar/reutilizar esta complexa máquina de congregar gente - as redes sociais.

Altamiro Borges: Redes sociais e luta por hegemonia
: Por Vito Giannotti, no jornal Brasil de Fato : Hoje, ao falar em comunicação dos trabalhadores, logo aparece a pergunta sobre o papel das ..."


Fonte: http://gribelm.blogspot.com.br/

domingo, 1 de abril de 2012

Lideranças do NDG devem se reunir no próximo dia 14


Diante da emergência de se organizar a ação dos profissionais da Educação de Minas, as lideranças do NDG devem realizar uma reunião ampliada no próximo dia 14 de abril, sábado, em Belo Horizonte. A expectativa é de reunir colegas educadores da Capital e do Interior de Minas para planejar e encaminhar as ações dos educadores da base da categoria. O objetivo central é a conquista do piso salarial nacional na carreira dos profissionais da Educação de Minas, que foi burlado pelo governo do estado. Mas outros temas serão também discutidos. Várias iniciativas têm sido propostas por colegas educadores de todo o estado, entre as quais, ações de mobilização e divulgação pública da nossa luta; trabalhos coletivos nas escolas e ações na justiça e junto ao ministério público federal. Ainda não estão confirmados o local e o horário da reunião, que serão anunciados antes do feriado do dia 06 de abril. O transporte para a reunião deverá ser organizado de forma descentralizada em cada região, podendo contar com o apoio das subsedes interessadas em participar. Em breve disponibilizaremos um telefone para contato. Caso haja necessidade de alteração da data, ou mesmo sugestão de outra data, entrem em contato conosco através do e-mail deste blog (ndg.minasgerais@gmail.com). Quaisquer sugestões sobre este encontro podem ser enviadas para o e-mail citado, ou em comentário no blog. Em breve traremos novas notícias sobre esta reunião para dar um importante passo na conquista dos nossos objetivos. Outras informações também poderão ser colhidas em alguns blogs dos educadores de Minas, que são indicados na coluna ao lado.


Força na luta!

quinta-feira, 29 de março de 2012

A merenda negada, e o piso também! Oh Minas!

O governo de Minas diz que o corte da merenda foi em cumprimento da lei. Vamos admitir que tal argumento seja pertinente. Mas, em seguida, surge a pergunta que não quer calar:


E a Lei do Piso? Não tem que ser cumprida não?


Os educadores de Minas estão sem piso, sem carreira, e agora também sem merenda. Oh Minas!

terça-feira, 27 de março de 2012

Agência Brasil reconhece que notícia sobre o valor do piso em Minas não corresponde à verdade

Coluna da Ouvidoria – Um caso típico de desencontro de informações

26/03/2012 - 20h41
Brasília – Dez dias depois que o Ministério da Educação (MEC) anunciou o novo piso nacional do magistério para 2012, no valor de R$ 1.451,00, a Agência Brasil publicou, no dia 8 de março, matéria intitulada “Nove estados ainda não pagam o valor do piso nacional dos professores para 2012” . Os dados que fundamentam a matéria foram levantados nas secretarias estaduais de Educação nos 27 entes federativos da União. De acordo com a matéria, em 18 unidades da Federação, os professores da rede estadual receberão na folha de pagamento de março valor igual ou superior ao definido pela lei. Destes 18, “12 estados já praticavam valores superiores ao estipulado para este ano e seis reajustaram a remuneração do seu quadro logo depois que o MEC anunciou o aumento”. Entre estes 12, está Minas Gerais, com piso salarial de R$ 2.200,00.
A notícia, no mesmo dia de sua publicação, provocou reação de seis leitores, todos de Minas Gerias, que enviaram correspondência à Ouvidoria, reclamando que o valor do piso no seu estado não corresponde ao valor que aparece na matéria. Alguns, inclusive, sugeriram uma consulta ao sindicato dos trabalhadores da categoria no estado para conferir o valor. Assim que recebeu as reclamações, a Agência, com o objetivo de acrescentar informações discordantes, adicionou à versão original a seguinte nota de rodapé: O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) informou que o estado paga a remuneração global de R$ 1.122,00 e que nesse valor estão incluídas todas as gratificações e vantagens pessoais, e não apenas o vencimento básico, como deve ser o piso.

A leitora Ercília de Assis Tomaz Venâncio, de Governador Valadares, por exemplo, questionou: “Gostaria de saber de onde vocês tiraram que Minas paga R$ 2.200,00 aos professores?” Já o leitor Marcos Faria, de Barbacena, reclamou: “A matéria divulga dados falsos. No caso especificamente de MG, segundo a matéria, o piso salarial é R$ 2.200,00. Se a repórter tivesse verificado, bastaria procurar a Lei Estadual 2.355, de novembro de 2011, que estabelece a remuneração unificada (criou-se um teto salarial, e não piso). A Lei Federal 11.738, de 16/07/2008, que estabeleceu o piso nacional, diz que a remuneração estabelecida é para professor com nível médio de escolaridade e que o valor deveria ser aplicado segundo os planos de carreira de estados e municípios. O governo de Minas Gerais destruiu o Plano de Carreira do Estado para não pagar e estabeleceu o teto de R$ 1.320,00 para o professor com curso superior (licenciatura curta). Como meio de comunicação bancado com recursos de nós, cidadãos, [a Agência] não deveria fazer uma reportagem desse tipo. Merecemos mais respeito e que nosso dinheiro seja bem utilizado.”
Outro leitor que também se manifestou à Ouvidoria foi Daniel Emilio da Silva Almeida, de Santa Luzia. Ele diz: “Acabei de ler a reportagem intitulada ‘Nove estados ainda não pagam valor do piso nacional dos professores para 2012’, e julgo que as informações a respeito das remunerações de Minas Gerais necessitam ser alteradas. O piso atual de MG não é o divulgado pelo site (R$ 2.200,00) e, na melhor das hipóteses, o seria no futuro, se estiver constando em um planejamento orçamentário estadual. Além disso, os professores da rede estadual estão em grande conflito com o estado, pois o ‘subsídio’ está sendo muito utilizado pelo governo para inflar os salários. E sugiro uma errata a respeito após uma conversa mais detalhada com o sindicato dos professores de MG.”

Clayton Lúcio Coelho, de Belo Horizonte, também se manifestou à Ouvidoria. Segundo ele, é “muito fácil publicar uma matéria sobre o piso do magistério onde consta que Minas paga R$ 2.200,00 de piso aos professores e, em nota de rodapé, com letras minúsculas, dizer que fazem parte desse piso benefícios e gratificações, ou seja, o oposto que diz a Lei 11.738/08. Afinal de contas, onde está a seriedade com a informação e com a ética desse jornal???.”
O leitor Luís Carlos da Silva, de Belo Horizonte, também questionou a informação de que o piso em Minas Gerais é no valor de R$ 2.200,00. Comentou ainda: “Essa é a versão do governo, com todos os penduricalhos. Qual teria sido o motivo da greve de 112 dias? Sinceramente, venderam mercadoria podre. O 'piso' é R$ 712 (com um reajuste recente). Na forma de subsídio, agregando penduricalhos (que não devem compor a noção de piso). É só consultar o SindiUTE-MG.”

Luiz Orozimbo Gomes, da cidade de Chalé, também se manifestou: “Quem escreveu a matéria sobre o pagamento do piso salarial dos professores, deve ser fã de carteirinha do governador de MG. Pois sou professor da rede estadual há 23 anos, tenho licenciatura plena e pós-graduação e nunca, mas nunca mesmo, meu salário atingiu a quantia dos R$ 2.200,00 propagados por essa agência de notícias. Meu contracheque está à disposição do digníssimo repórter que fez essa matéria mentirosa (no que diz respeito a MG) – este mês recebi pífios R$ 1.420,00. Se o nobre jornalista souber onde está a diferença entre o que foi propalado e o que não recebi, por favor me diga. Imprensa séria não divulga mentiras.”
A Diretoria de jornalismo da EBC, atendendo a demandas destes leitores, respondeu no mesmo dia da publicação da matéria: “A informação da Secretaria de Educação de Minas Gerais à Agência Brasil é que o piso salarial equivalente a 40 horas é de R$ 2.200,00, conforme estabelece a lei, mas que, de fato, os professores que trabalham com carga horário de 24 horas recebem o equivalente a R$ 1.320,00. A lei estabelece um piso de R$ 1.400,00 para professores que trabalham 40 horas.”

No dia seguinte,acrescentou uma nota de rodapé na matéria: “O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) informou que o estado paga a remuneração global de R$ 1.122,00 e que nesse valor estão incluídas todas as gratificações e vantagens pessoais, e não apenas o vencimento básico, como deve ser o piso.”

No dia 12 de março, quatro dias depois da publicação da primeira matéria, a Agência Brasil reconheceu a discrepância entre os dados apresentados na notícia do dia 8 de março, ao veicular nova matéria com informações levantadas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Com o título “Maioria dos Estados descumpre piso nacional do magistério, mostra levantamento dos sindicatos”. Na matéria, consta que apenas oito estados estão cumprindo a lei, ao invés dos 18 constatados na primeira matéria. Das 12 unidades da Federação que constavam na lista publicada na primeira notícia como pagadoras de valores superiores ao novo piso, apenas cinco foram confirmadas pela CNTE – uma delas com o pagamento de um valor proporcional para um regime de menos de 40 horas semanais, que a Lei do Piso permite – e das seis que alegadamente fizeram reajustes, apenas 3 foram confirmadas.

Este relato serve para mostrar o desencontro de informações, principalmente na primeira notícia publicada pela Agência Brasil. Diante disso, decidimos pesquisar a cobertura do assunto em seis outros veículos da chamada grande imprensa - Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Estado de Minas e Correio Braziliense. O resultado da pesquisa revelou que três não fizeram mais do que reproduzir a primeira matéria da Agência, um reproduziu na íntegra a primeira matéria e uma versão da segunda, o outro não publicou nada sobre os valores pagos nos estados e somente um – a Folha – fez seu próprio levantamento, cujos resultados, baseados em dados das secretarias estaduais de Educação e dos sindicatos, foram divulgados três dias antes da publicação da primeira matéria da Agência, mas não deu continuidade ao assunto. No levantamento feito pela Folha, nove unidades da Federação, entre elas o estado de Minas Gerais, constam como pagadoras já do novo valor do piso e três como pagadoras do valor do piso de 2011 com reajustes anunciados para março de 2012.

O que significa dizer que, do ponto de vista do princípio jornalístico de confirmar as informações, consultando mais de uma fonte e ouvindo o outro lado - a Agência Brasil foi omissa na publicação da primeira matéria. Do mesmo modo que não poderia publicar a inclusão de gratificações e abonos nos valores reportados pela maioria das secretarias estaduais, já que é uma prática que não é permitida pela Lei do Piso desde janeiro de 2010 e que já foi condenada pela Justiça Estadual do Rio Grande do Sul e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Entretanto, cabe louvar a iniciativa da Agência Brasil de fazer o levantamento e, sobretudo, dar sequência ao assunto em função das críticas feitas pelos leitores. Mais uma prova disso foi a matéria recente sobre o piso salarial publicada no dia 21 de março, onde uma das críticas feitas pelos leitores que escreveram à Ouvidoria – o achatamento salarial em Minas Gerais dos professores que ganham acima do piso – é abordado. Com título “Em Minas, governo e professores divergem sobre valor do piso”, a reportagem da Agência Brasil mostra que a briga entre o governo do estado e o sindicato dos professores sobre o modelo de remuneração do magistério chegou à Justiça.
Intencionalmente ou não, a estratégia da Agência Brasil de divulgar informações de forma fragmentada, ao invés de esperar para publicar matérias mais completas, faz parte do jornalismo eletrônico. No caso da abordagem dos valores pagos aos professores, esta estratégia surtiu um efeito positivo, pois contou com a participação do público para gerar um processo de feedback com as críticas dos leitores e a procura de fontes alternativas para dar o contraponto. Efeito que pode ser explicado acionando a perspectiva das teorias sistêmicas, que partem da premissa de que ninguém é onisciente, e o erro é indispensável para gerar os sinais necessários para corrigir o rumo.

Boa Leitura.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-26/coluna-da-ouvidoria-%E2%80%93-um-caso-tipico-de-desencontro-de-informacoes

P.S.: Por sugestão do professor Marcos Faria

Sem piso, sem carreira, e agora também sem merenda


Merenda é negada a professor
Segundo Secretaria de Educação, regra sempre existiu, mas não era fiscalizada 
Publicado no Jornal OTEMPO em 27/03/2012
 
RAFAEL ROCHA
A falta de merenda para alunos - algo comum em épocas passadas - não é mais o problema. Agora são os professores de escolas estaduais que reclamam da proibição de comerem a merenda escolar. Segundo os educadores, as Superintendências Regionais de Ensino (SREs) estão apertando o cerco sobre a alimentação comprada com dinheiro público e chegam a impedir até que os docentes tomem o cafezinho feito nas instituições de ensino.

Como não recebem tíquete-alimentação, os profissionais se alimentavam durante o trabalho com a mesma comida oferecida aos alunos. A partir deste ano, no entanto, por determinação das SREs, os professores têm que tirar dinheiro do pagamento para fazer o lanche ou a refeição no expediente. Comprar comida dentro da escola também é inviável, já que a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG) mandou fechar os comércios que existiam em colégios.

O problema do uso da merenda por profissionais foi notado por membros do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC), durante visita a escolas mineiras, no ano passado. Embora não haja lei sobre alimentação escolar que proíba o consumo por professores, a SEE-MG emitiu ofício às SREs orientando que a prática é proibida. A alegação é que "o consumo é exclusivo dos alunos".

Reclamações. A reportagem apurou que a insatisfação ocorre em várias cidades. Conforme a SEE-MG, a orientação vale para todo o Estado. Em Nova Era, na região Central, uma diretora que pediu para não ser identificada informou que a proibição sempre existiu, mas que agora houve aperto na fiscalização. "Isso criou um constrangimento, pois a secretaria informou que não podemos dar comida aos professores nem se a merenda sobrar", disse. Ao todo, 23 escolas são vinculadas à SRE de Nova Era.

Em Itabira, no Vale do Aço, professores também não podem nem tocar na refeição fornecida pela escola. "Isso coloca os diretores contra professores e funcionários. Não recebemos vale-alimentação nem vale-transporte e muitos professores trabalham em dois turnos", declarou uma professora.

Na mesma cidade, uma docente que trabalha na Escola Estadual José Ricardo Martins
Fonseca disse que sofre represálias há 15 dias. "Sempre pudemos comer a merenda. Antes, os diretores faziam vista grossa, mas agora os inspetores estão pegando no pé".

O aperto na fiscalização ocorreu neste mês, após reuniões entre inspetores da SEE e diretores. Segundo uma professora que foi a um dos encontros, os diretores estão sujeitos a punições administrativas se descumprirem a ordem. A SEE nega que haja sanção. 
Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=199324,OTE
Comentário inicial do Blog: O governo de Minas não paga o piso profissional nacional, destruiu a carreira dos educadores, não paga vale refeição, nem vale transporte. E agora cortou a merenda. Se o governo pagasse o piso corretamente na carreira seguramente muitos professores não dependeriam da merenda escolar para se alimentar. Mas com o salário de fome que o governo paga faz com que vários professores, que são arrimo de família e trabalham em dois turnos dependam desta merenda para se alimentar. O problema principal não está no corte da merenda, mas no salário de fome que se paga aos educadores, obrigados que estão a sobreviver com dois salários mínimos apenas de teto salarial. Sem piso, sem carreira, sem merenda, e até mesmo sem o cafezinho! Oh Minas!!!